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BRASIL, Sudeste, SAO CAETANO DO SUL, SANTO ANTONIO, Mulher, de 15 a 19 anos
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.nada,nada,nada.

Sem se dar conta, o perdeu.
Não sabe como foi que encontrou noutro olhar.
Não percebe que esse brilho que trazia e que via era em ti.
Pensa em como perdeu tempo, como deixou que as coisas tomassem lugar sem que as agarrasse, sem que entendesse que há coisas que são, sem que para isso tenham de vir a ser.
Pensa em como estivava tão perto, em como sentia-se tão intensamente e não entende como foi que de repente as tuas certezas se desvaneceram no ar como o fumo de um cigarro, no entanto pairam para sempre na tua história e na minha.
Pensa que não valeu a pena, nada valeu a pena, porque afinal eu não era o que tu procuravas, eu não era o teu para sempre, eu não era nem a metade.
Não entende que as coisas que são para nós eventualmente acabam por nos passar pelas mãos e compete-nos a nós saber agarrá-las.
Não entende que o para sempre é só e apenas o tempo que as coisas verdadeiras duram.
Não entende que nem sempre somos só metade duma metade e não podemos esperar encontrar a metade para sermos inteiros, pelo contrário, tens de ser inteiro para encontrar a metade...Que espécie de equilíbrio seria esse em que uma metade não é metade sem a outra, e não é inteiro sem a mesma?!
Melhor que seja assim, porque esse brilho eu nunca consegui ver. Melhor pra mim que posso soltar-me da obrigação que era fazer-me ver esse brilho e da frustração que era olhar, olhar, olhar e não ver nada além do meu reflexo nos teus olhos.
Nem me queria assim forçada...
Ver-me vidrada, sem espaço para respirar, presa a uma vontade que não era a minha, mas que se fortalecia por outros laços.
Agora que já não me vês, não daquela maneira, posso escrever outras histórias no meu olhar e tu podes finalmente imaginar finais diferentes para ti.
Perdeste o brilho do meu olhar.
Ainda bem.

[09/07/2005]



- Postado por: .tangerine. às 14h00
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Era uma vez...

(...)Quando a olhou de novo ela tinha o dedinho esticado e desenhava no céu coisas novas, talvez uma parte nova do castelo, talvez uma ponte que transpusesse o fosso que o circundava.

Sonhando com a menina e com o seu riso o príncipe adormeceu novamente, mas sorrindo, uma nova esperança enchia-lhe o peito.

Era uma vez, um príncipe sem capa nem espada, mas que já tinha lutado ou pelo menos tinham feito guerra com ele. Tinham-no ferido, já havia sofrido vários golpes, alguns quase fatais, felizmente sofrera também alguns golpes de sorte e as feridas cicatrizavam lentamente dentro dele. O peito ainda lhe doía.

Era uma vez, um príncipe que tinha lutado do lado do mundo, mas o mundo não queria lutar as batalhas do príncipe, o mundo tinha outras guerras, outros combates e certo dia, o príncipe, que sempre tinha sido aliado do mundo, sentiu-o a apunhalá-lo pelas costas. Agora o mundo era assim, na maioria das vezes mais um campo de batalha, mais um inimigo. Como era difícil combater o mundo.

Era uma vez, um mundo que as pessoas julgavam ser delas. O mundo era assim, encantado, não como o príncipe porque o príncipe não era encantado, mas como o riso da menina que rodava sobre ela mesma à volta de um lago.

O mundo era das pessoas. As pessoas faziam do mundo um lugar hostil, ferido como o peito do príncipe, desacreditado como o peito do príncipe.

Era uma vez, uma menina. Essa menina era como as outras meninas. Não era nem gata borralheira nem princesa, não tinha vestidos de seda nem usava sapatinhos de cristal. Não sonhava com príncipes nem ia a bailes.

Era uma vez, uma menina que falava com o rio e com o sol, que ria e rodopiava encantada com o brilho das ideias e os salpicos da água dum lago, essa menina era como as outras meninas, mas ria e rodopiava encantada com o brilho das ideias e os salpicos da água dum lago, rodopiava até cair de cansada. Caía, mas nada lhe doía, nem o peito, nem o riso e por entre as flores recuperava o fôlego e a energia.

Era uma vez, uma menina que conhecia o mundo mágico da magia das coisas que estão aos olhos de todos, mas que só alguns são capazes de ver.
Essa menina era feliz porque o sol lhe fazia cócegas no olhar, porque tinha um lago onde chapinhar, porque tinha a erva fofa a servir-lhe e travesseiro enquanto, de dedo esticado, desenhava no céu.

Começava a anoitecer e o céu estava a ficar bastante desenhado, a menina estava a ficar cansada, levantou-se, sacudiu o vestido e perseguiu os pirilampos até casa, mas não sem antes se despedir com o sorriso do lago, da erva macia, do céu e das flores.

Quando o príncipe despertou já havia estrelas no céu. Mal se apercebeu disso procurou a menina do outro lado do lago. Nada. A menina não estava lá. Não havia nenhum sinal da sua passagem. O príncipe ficou triste, gostava de ter podido admirá-la e decorar cada gesto que tão naturalmente fazia.
O príncipe começou a lembrar a menina. A menina lembrava-lhe um mundo que ele há muito não via, em que há muito deixara de acreditar ser real. Uma dúvida tomou-o de assalto: e se a menina não fosse real?! E se tivesse sido só um sonho? E se o riso que ele ouvira não fosse mais do que o mundo a rir-se dele como já havia feito tantas vezes?
O príncipe estava cansado. Já tinha visto tantas coisas, voado sobre tanto chão, já tinha visto tantas meninas, cruzado com tantos homens, alguns príncipes, como ele, ou quase, porque não se encantavam com meninas que sorriem à água dos lagos, nem tem cócegas nos olhos.

Era uma vez um sonho que um príncipe julgava ter tido. O príncipe olhou para cima. O céu estava particularmente estrelado nessa noite, não sabia se por ter visto tanto brilho durante o dia e esse brilho tivesse ido embora com a menina deixando a noite mais escura ou se por o brilho que vira durante o dia estivesse ainda reflectido no céu.
Deitou-se a admirá-lo. Demorou-se nele e só então reparou que aquele céu tinha o dedo da menina. Sorriu ao perceber finalmente o porquê de tanto brilho. Adormeceu.

(...)



- Postado por: .tangerine. às 10h44
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.É tempo de nascer devagar.



(...)

Quando eu sonho

eu levo a minha força até ao fim
E quando o sonho acaba cego
Eu olho fundo para mim
E não vejo nada além da tão real ausência de outra luz
E só por ela volto à cruz
À minha cruz

(...)

Se há luz lá fora eu quero que haja luz em mim

...



- Postado por: .tangerine. às 10h13
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.whisper.

Promete-me,

Promete-me que deixarás sempre esse raio de luz que ilumina tudo em redor

Promete-me que sempre acharás encanto num sorriso, num pingo de chuva fria

É tão simples ver-te assim, tão verdadeiro, tão puro e tão sincero.

Pisas o chão com a delicadeza com que se pisam as nuvens,

Fazes questão de abrir o peito como uma flor se abre ao sol

Mesmo que as promessas não sejam para serem feitas, ainda assim, promete. Promete em silêncio, para ti, para mais ninguém escutar.



- Postado por: .tangerine. às 10h11
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.'bout silence.

Mia: Don't you hate that?

Vincent: What?

Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to talk about bullshit in order to be comfortable?

Vincent: I don't know. That's a good question.

Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence.

Pulp Fiction


- Postado por: .tangerine. às 10h10
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"Teka,lembra do "Garota,interrompida"?"
"Lembro..."
"Sabe a parte que a Susanna canta aquela música?"
"Sei sim,a música é linda."
"Então,sempre que chega nessa parte...eu lembro de você."
"Porque?"
"Porque você é sempre a garota que quer ver os amigos inconseqüentes felizes,apesar de você ser a mais inconseqüente de todos nós."
"Eu sou patética."
"Não,Teka,não é..."
"Eu quero ver todo mundo feliz,que se foda as cicatrizes que não fecham..você sabe,Pá,que se foda...Eu não tô fazendo nada esperando algo em troca,longe disso."
"A gente sabe."
"Nada de contestações..."
"Pois é...nada."
"Queria ser assim..."

Pammy e eu,08/04/06.
Logo mais,completará um ano desse diálogo...


"When you're alone and life is making you lonely, you can always go - downtown.
When you've got worries all the noise and the hurry. Seems to help,
I know - downtown.
Just listen to the music of the traffic in the city.
Linger on the sidewalk where the neon signs are pretty.
How can you lose?"


Querer ajudar todo mundo é o maior defeito que eu tenho.



- Postado por: .tangerine. às 23h05
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.I need you like a drug.

Eu não sou feita de risos e sorrisos.Ah,meu camarada,nem sempre eu transformo ócio em ópio.Sou amoníaco,ser demoníaco,essência angelical. E assim serei para sempre. Mas o sempre é tão vago...Eu só quero me perder um pouco nos teus braços.É tudo o que quero,mas tudo é sempre pouco pra mim,tudo é sempre tão pouco...Me perco na imensidão que é você...E me admira que goste de Álvaro de Campos. *-*

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Tem abraços que libertam almas vazias.
Tem olhares que transmitem paz.
Tem risadas que curam feridas.
Tem conselhos que ensinam muito.
Tem palhaçadas que animam dias cinzentos.

[.atrai-me só por essa luz vista de longe.]

"Canta que é no canto que eu vou chegar,canta o teu encanto que é pra me encantar,canta para mim, qualquer coisa assim sobre você.Que explique a minha paz,tristeza nunca mais
[...]
Canto que é de canto que eu vou chegar,canto e toco um tanto que é pra te encantar,canto para mim qualquer coisa assim sobre você.Que explique a minha paz,tristeza nunca mais..."



- Postado por: .tangerine. às 22h40
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